quinta-feira, 21 de julho de 2016

Transposição, adutoras e barragem darão fim à seca no RN, diz secretário


Dos projetos, apenas a Adutora Alto Oeste deve operar ainda este ano.
Transposição do rio São Francisco e barragem de Oiticica, só em 2017.


Obras da barragem de Oiticica, no município de Jucurutu, seguem atrasadas. Quando pronto, o reservatório será o terceiro do estado em capacidade de armazenamento d’água (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

A transposição das águas do rio São Francisco, a construção da barragem de Oiticica e a inauguração dos dois subsistemas da Adutora Alto Oeste darão fim à seca no Rio Grande do Norte. A opinião é do titular da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Mairton França. Contudo, segundo ele, apenas as adutoras devem começar a operar ainda este ano. Enquanto os projetos não são concluídos, o estado segue enfrentando a estiagem mais severa de sua história.


Desde 2011 que o sertanejo potiguar sofre com a falta de boas precipitações. Dos 167 municípios do estado, 153 estão em situação de emergência por causa da escassez de água. Atualmente, 14 cidades estão em colapso e 77 desenvolveram sistemas de rodízio para o abastecimento da população (veja listas completas no final desta matéria).

As chuvas que caíram no início do ano renovaram os ânimos, mas não cerraram as angústias. Mudanças, só na paisagem. A água transformou o cenário acinzentado em um verde exuberante, a chamada 'seca verde'. Comum no semiárido nordestino, o fenômeno caracteriza-se pela vistosidade da vegetação, apesar de um período longo sem água. Porém, foi só isso. A estiagem segue implacável. Impiedosa, ela castiga e mata.

"O sofrimento do homem do campo tem que acabar. Precisa acabar. O governo está ciente do seu papel e está trabalhando para dar fim a este problema, que é secular", afirmou Mairton.
Obras da transposição do rio São Francisco devem ser concluídas em 2017, segundo o Ministério da Integração (Foto: Ministério da Integração/Divulgação)

Transposição
Em entrevista ao G1, o secretário detalhou quais são e como os projetos devem resolver a escassez de água no sertão potiguar. O maior e mais importante deles é o da transposição das águas do rio São Francisco, cujas obras foram iniciadas em 2007, ainda no governo Lula. Em abril, de acordo com dados do governo federal, 86,3% das obras já estavam concluídas.

O plano básico é a construção de dois imensos canais ligando o 'Velho Chico' a bacias hidrográficas menores do Nordeste, bem como aos seus açudes, levando água para 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte – uma população de 12 milhões de nordestinos.

A previsão inicial era de que a obra terminasse em 2014. Mas, após uma série de adiamentos, a estimativa agora é de que o projeto seja concluído somente em 2017. Inicialmente, a transposição havia sido orçada em R$ 4,5 bilhões, mas o custo da obra já alcançou R$ 8,2 bilhões.

Segundo Mairton, as águas do São Francisco chegarão ao RN de duas maneiras. Uma delas é com a perenização do rio Piranhas/Açu. Significa que as águas do rio, que nasce na Serra do Piancó, na Paraíba, devem ser represadas pela barragem de Oiticica antes que elas desemboquem na barragem Armando Ribeiro Gonçalves, o maior reservatório do estado.
Em Luís Gomes, Ministério da Integração Nacional já demarcou o terreno por onde será construído o Ramal Apodi, que faz parte das obras de transposição do rio São Francisco (Foto: Anderson Barbosa/G1)

A outra forma de a água chegar ao estado será com a construção um sistema denominado RamalApodi, uma etapa da obra que faz parte do chamado Eixo Norte da transposição. Por este ramal, as águas deverão correr por canais, túneis, aquedutos e barragens, totalizando 115,5 quilômetros de extensão. Para isso, ainda de acordo com o secretário, estima-se que 857 propriedades terão que ser relocadas ou os donos indenizados em treze municípios da Paraíba, Ceará e do próprio Rio Grande do Norte.

Em solo potiguar, as obras da transposição afetarão famílias em Luís Gomes, Major Sales e José da Penha, por onde o ramal passará até chegar ao açude público de Pau dos Ferros, de onde as águas partirão até Angicos, já na região Central do estado. Ao final do percurso, 44 municípios devem ser beneficiados.

O Ministério da Integração afirma que todo o Eixo Norte tem investimento orçado em R$ 5,25 bilhões e que já trabalha na elaboração do edital de licitação para que os serviços no Rio Grande do Norte tenham início. Só não disse quando.
Obras de Oiticica foram 40% concluídas, segundo a Semarh (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Oiticica
A barragem de Oiticica fica no município de Jucurutu, a pouco mais de 260 quilômetros de Natal. Quando pronta, beneficiará direta e indiretamente cerca de 500 mil pessoas em 17 cidades da região Seridó potiguar. Com capacidade para mais de meio milhão de metros cúbicos de água, será o terceiro maior reservatório do estado.

A construção, que faz parte do PAC – o Programa de Aceleração do Crescimento elaborado pelo governo federal – é outra que se arrasta há anos. A licitação do projeto, só para se ter uma ideia, foi feita em 2007, mas o canteiro de obras só ganhou velocidade a partir de 2013.

Mesmo assim, de lá para cá os serviços foram interrompidos várias vezes por causa de problemas que envolvem a desapropriação de terras e o pagamento de indenizações a agricultores que possuem moradias nas áreas que serão inundadas quando as águas do rio Piranhas/Açu foram represadas.

“Esse é um problema que estamos resolvendo. Mais de 90% das propriedades rurais já foram negociadas e pagas”, afirmou Mairton. Quanto às obras, o secretário disse que 40% delas já foram concluídas. “Estamos trabalhando com a expectativa de que tudo fique pronto e a barragem seja inaugurada em dezembro de 2017”, acrescentou.

O valor total da construção, que no ano passado já havia sido reajustado de R$ 292 milhões para R$ 311 milhões, foi novamente revisto e agora passou para R$ 415 milhões.
Subsistema da Adutora Alto Oeste que capta água em Pau dos Ferros está pronto, mas não começou a operar porque o reservatório está seco (Foto: Anderson Barbosa/G1 e Governo do Estado/Divulgação)

Adutora Alto Oeste
Dos projetos apontados pelo secretário como soluções para a seca no estado, a Adutora do Alto Oeste é o mais avançado. “Na verdade, está praticamente pronta. Falta finalizarmos alguns testes para podermos inaugurar a adutora, que é dividida em dois subsistemas”, ressaltou Mairton.

O primeiro subsistema capta água no Açude de Pau dos Ferros. Além de atender ao próprio município, beneficiará mais 12 cidades, terminando em Alexandria. “Só não começou a operar ainda porque o açude de Pau dos Ferros encontra-se totalmente seco. E este é um problema que poderíamos ter resolvido com a construção de uma adutora expressa ligando Pau dos Ferros à barragem de Santa Cruz, em Apodi. Isso garantiria o funcionamento regular do subsistema. Mas, essa adutora expressa foi retirada do projeto original em virtude do Ramal do Apodi, que faz parte da transposição do São Francisco, e que hoje sequer tem um projeto concluído”, explicou.
Barragem de Santa Cruz, em Apodi (Foto: Anderson Barbosa/G1)

O segundo subsistema, ainda de acordo com Mairton, sai da barragem de Santa Cruz e vai atéJoão Dias levando água para 10 municípios da região. “Esse benefício é direto. Indiretamente, a adutora também beneficiará Portalegre e Martins. E ainda temos um projeto de também atendermos a população de Serrinha dos Pintos, totalizando 13 municípios abastecidos pelo subsistema”, revelou o titular da Semarh.
Do início de 2015 até meados de 2016, governo do
RN já perfurou 715 poços no interior do estado
Foto: Semarh/Divulgação)

Poços
Além dos projetos, Mairton França ainda elencou alguns programas que a Semarh vem desenvolvendo para minimizar os efeitos da seca. Perfuração, recuperação e ativação de poços são alguns. "Desde o início da atual gestão, o governo já perfurou 715 poços no interior do estado. Dependendo do tipo de solo, os custos variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para cada poço escavado", frisou. "Somente para a recuperação, foram investidos mais de R$ 580 mil", acrescentou.

Ainda segundo o secretário, outros investimentos foram feitos para a aquisição de bombas e cataventos, ao custo de pouco mais de R$ 880 mil. "Para a recuperação e manutenção de dessalinizadores, foram gastos mais R$ 300 mil", reforçou.

Água Doce e Água Para Todos
Mairton também ressaltou dois programas que vêm ajudando o sertanejo a conviver com a seca. Um deles é o 'Água Doce'. O convênio, firmado entre a Semarh e o Ministério do Meio Ambiente no valor de R$ 19,9 milhões, tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 120 sistemas de dessalinização. Das 68 comunidades que estão sendo beneficiadas na primeira etapa do convênio, 34 já receberam a tecnologia e mais 14 obras estão em andamento. A contrapartida do Estadual é de 10% do valor (R$ 1,9 milhão).

Já o programa 'Água Para Todos', cujo objetivo é beneficiar aproximadamente 17 mil pessoas em 49 municípios do estado, prevê a perfuração de poços, construção de chafarizes e implantação de pequenas redes de distribuição de água, além de barreiros para o fornecimento de água para o rebanho dos agricultores.

"Com o convênio, firmado entre o governo estadual e o Ministério da Integração, serão destinados R$ 23 milhões para a implantação de 145 sistemas simplificados de abastecimentos em comunidades e aglomerados rurais e mais R$ 3,8 milhões para a construção de 57 barreiros. Dos R$ 26,8 milhões que serão investidos, a contrapartida do Estado é de R$ 1,3 milhão. O programa foi iniciado e já estamos perfurando poços em 8 municípios", concluiu o secretário.
Na região Oeste potiguar, a ‘seca verde’ apresenta contrastes. De um lado, a robusta e exuberante vegetação da caatinga; do outro, a terra árida e cinzenta em meio ao leito seco dos rios (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

'Seca verde'
Desde 2011 que o sertanejo potiguar sofre com a falta de boas precipitações. As chuvas que caíram no início do ano renovaram os ânimos e transformaram o cenário acinzentado em um verde exuberante. Chamado de 'seca verde', o fenômeno embeleza a paisagem, mas não mata a sede nem enche reservatórios. Resultado: no final de junho, o Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência decretada pelo governo do estado. Atualmente, a estiagem afeta 153 dos 167 municípios potiguares. Destes, 14 estão em colapso e 77 desenvolveram sistemas de rodízio para o abastecimento da população (veja listas completas no final desta matéria).

Ao renovar a situação de emergência por mais 180 dias em março deste ano – a sexta vez seguida desde março de 2013 – o governo do estado ressaltou que a pecuária havia perdido mais de 135 mil cabeças de gado de 2012 a 2015, e que entre 2012 e 2014 houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).
A paisagem mudou do cinza para o verde, mas os animais mortos às margens das rodovias que cortam o estado ainda deixam o cenário desolador (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Chuvas normais em 2017
O homem do campo pode ficar otimista para 2017? Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), órgão responsável pelas previsões climáticas no estado, a resposta é sim.

Meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot explicou que até o final de 2016 as chuvas continuarão abaixo do normal no litoral. “Em junho, por exemplo, o acumulado foi de 100 milímetros, muito pouco para o período. E isso se repetirá agora em julho, deixando o tempo bastante seco. Já para o interior, cuja seca já está confirmada mesmo, a esperança é mesmo para 2017. O tempo deve começar a melhor ainda em dezembro deste ano, tendo a situação das chuvas normalizada durante todo o ano que vem”, afirmou Bistrot.

O RN possui dois calendários pluviométricos bem distintos. Um deles envolve o litoral Leste, cujo período chuvoso começa em maio e se estende até meados de setembro. Toda a Grande Natalestá nesta área. Já para o semiárido, território que compreende até 97% dos municípios, o período chuvoso é mais curto. Começa ainda no final de dezembro, chega até o início de janeiro e logo é interrompido. Depois, as precipitações voltam no final de fevereiro e seguem até meados de março. É assim todos os anos.

“O problema é quando as chuvas ficam abaixo da média, o que vem acontecendo há cinco anos”, ressalta Mairton França, secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. “Desde que passamos a monitorar as chuvas, há 450 anos, o estado já enfrentou 116 períodos de longas estiagens. Não estamos vivendo a mais longa, mas certamente é a mais severa”, frisou.

Municípios em situação de emergência
Acari, Assu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto dos Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúnas, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Brejinho, Boa Saúde, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçanã, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lagoa D’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte das Gameleiras, Monte Alegre, Mossoró, Macau, Nova Cruz, Olho D’Água do Borges, Ouro Branco, Passagem, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pedro Velho, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Serra Caiada, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Mipibu, São José do Campestre, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

Municípios em colapso
Almino Afonso, Antônio Martins, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, João Dias, Luiz Gomes, Marcelino Vieira, Martins, Paraná, Pilões, Rafael Fernandes, São Miguel, Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias.

Municípios em rodízio
Já os municípios que enfrentam racionamento e estão em rodízio são: Acari, Afonso Bezerra, Água Nova, Alto do Rodrigues, Angicos, Assu, Barcelona, Bodó, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo grande, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Fernando Pedrosa, Florânia, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itaú, Janduís, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, José da Penha, Jucurutu, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lajes, Lucrécia, Macau, Messias Targino, Olho D’água do Borges, Ouro Branco, Paraú, Parelhas, Passagem, Pedro Avelino, Pendências, Portalegre, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Laurentino, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Venha-Ver e Viçosa.
G1RN

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Aprovada Lei que garante a dessalinização da água do mar no Rio Grande do Norte



O Governador Robinson Faria, sancionou no último dia 14 de julho, a Lei 10.080, que trata sobre a dessalinização das águas do mar e das águas sob o domínio do Estado do Rio Grande do Norte. De acordo com o parágrafo único da referida lei, entende-se por dessalinização, o processo físico-químico dotado de eficiência para retirar o sal e as impurezas existentes na água, mediante o emprego de um dentre os 04 (quatro) métodos mundialmente aceitos para a obtenção dessa finalidade, que são a osmose inversa ou reversa, a destilação multiestágios, a dessalinização térmica e o congelamento.


A escolha do método a ser utilizado na dessalinização da água do mar e da água salobra existente nos aquíferos será feita por profissionais vinculados à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – SEMARH –, ou a outros órgãos ou entidades das Administrações Direta e Indireta, de acordo com critérios que garantam a preservação do meio ambiente, possibilitem a obtenção do menor custo das operações e se mostrem adequados às condições sociais e econômicas predominantes no território do Estado do Rio Grande do Norte.


Na dessalinização da água do mar e da água salobra existente nos seus aquíferos, o Estado do Rio Grande do Norte utilizará, preferencialmente, as fontes alternativas de energia eólica e solar, podendo reservar, para o desenvolvimento dessa atividade, até 3% (três por cento) da energia bruta produzida por esses meios no seu território.

'Seca verde' marca quinto ano seguido de estiagem severa no RN


Fenômeno é caracterizado pela vegetação exuberante apesar da pouca água.
Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em emergência por causa da seca.



Na região Oeste potiguar, a ‘seca verde’ apresenta contrastes. De um lado, a robusta e exuberante vegetação da caatinga; do outro, a terra árida e cinzenta em meio ao leito seco dos rios (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Na música 'Seca Verde', de Dedé Badaró, os cantores Zezé Di Camargo e Luciano definem bem o momento pelo qual passa o sertanejo potiguar: “Nessa seca verde mora um povo nobre, morrendo de sede nessa guerra pobre”. Comum no semiárido nordestino, a seca verde caracteriza-se pela exuberância da vegetação em meio a um longo período sem água. Hoje, o fenômeno é o retrato do quinto ano seguido da mais severa estiagem da história do Rio Grande do Norte.


(O G1 publica nesta semana uma série de reportagens sobre a mais severa estiagem da história do semiárido potiguar e as consequências da chamada 'seca verde')

Desde 2011 que o homem do campo sofre com a falta de boas precipitações no interior do estado. As chuvas que caíram no início do ano transformaram o cenário acinzentado em verde, mas o que veio do céu não foi suficiente para encher os reservatórios. Resultado: no final de junho, o Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência decretada pelo governo estadual.

Atualmente, a seca afeta 153 dos 167 municípios potiguares. Destes, 14 estão em colapso (quando o companhia de água admite que não há como continuar a abastecer os moradores) e 77 desenvolveram sistemas de rodízio para o abastecimento da população (veja lista completa das cidades no fim desta reportagem).

Ao renovar a situação de emergência por mais 180 dias em março deste ano – a sexta vez seguida desde março de 2013 – o governo do estado ressaltou que a pecuária havia perdido mais de 135 mil cabeças de gado de 2012 a 2015, e que entre 2012 e 2014 houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).
No município de Francisdo Dantas, o agricultor aposentado Francisco Fagundes, de 66 anos, busca água em poços públicos para os afazeres domésticos (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Lata d’água
Entre os dias 3 e 6 deste mês, o G1 foi a 11 cidades do interior potiguar para a ver de perto como o sertanejo, animais e também a vegetação do semiárido vêm resistindo à falta d'água. Em cinco municípios visitados – que atualmente enfrentam colapso no abastecimento – moradores fizeram da busca pelo precioso líquido uma rotina diária.

Aposentado, Jadismar Bento tem 68 anos e mora em Rafael Fernandes. Os efeitos da seca ele sente no bolso. “Todas as manhãs, bem cedo, vou pra rua pegar água no chafariz da prefeitura. Venho pra casa, me sento na calçada, e ligo a bomba para fazer a água subir até a caixa instalada no telhado. Demora mais de meia hora. Faço isso há um ano, que foi quando a água acabou aqui na cidade. Antes, eu pagava R$ 110 de energia, mas agora minha conta está dando mais de R$ 160”, disse.
Paulina Ferreira, de 88 anos, mora na comunidade de Mareta, na zona rural de Rafael Fernandes, no Oeste potiguar. A aposentada não vê a hora de a seca acabar. Para ela, esta é a pior estiagem já vista na região (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Na comunidade da Mareta, na zona rural do município, a situação é semelhante. Paulina Ferreira tem 88 anos. Também aposentada, ela disse que não precisa sair de casa para buscar água porque tem uma cisterna que é abastecida por caminhões-pipa. Mas, como a água que é trazida pelo Exército não serve para beber, ela precisa gastar com galões de água mineral. “A água que chegava pelas torneiras era boa e eu bebia dela. A que vem de caminhão só presta pra cozinhar, tomar banho e lavar roupa”, reclamou.

A idosa disse ainda que não vê a hora de a seca acabar. Para ela, esta é a pior estiagem já vista na região. "Um sofrimento sem fim. Sem água a gente perde a vontade de fazer as coisas. É muito triste", ressaltou.
Francisco Fagundes mostra a água amarelada que é servida no chafariz da cidade (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1) (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Em Francisco Dantas, a agonia não é medida apenas pela distância que se percorre ou em quantas viagens é preciso dar para se conseguir água, mas também na qualidade dela. “A água que nós temos é de graça, mas é amarelada e fedorenta. Pra beber não dá. Serve só pra cuidar das coisas de casa”, afirmou o aposentado Francisco Fagundes. Com 66 anos, ele caminha quase 1 quilômetro para chegar até o chafariz público mais próximo de onde mora. “Esse mesmo caminho faço umas dez vezes por dia. É difícil, muito difícil”, acrescentou o agricultor.

A água amarelada que jorra dos chafarizes da cidade tem uma explicação: é barrenta por conta da lama que fica no fundo do poço escavado no leito do Açude da Tesoura. O reservatório secou faz três meses, levou a empresa que abastece a cidade a suspender a cobrança e deixou um prejuízo danado para o comerciante Aldizio Costa, dono do Balneário Pingo D'água. "O nome não poderia ser mais sugestivo neste momento. Afinal, não tem um pingo d'água mesmo", lamentou.
Do alto do trapiche, antes usado para mergulhos, a visão que se tem agora é a do poço que a prefeitura abriu no fundo do Açude da Tesoura (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Do alto do trapiche, antes usado para mergulhos, a visão que se tem agora é a do poço que a prefeitura abriu no fundo do açude. "A água começou a baixar tem quatro anos. No final de março e começo de abril, secou de vez. Os peixes morreram todos. O pescado que eu vendo aqui no balneário vem da Bahia. Nos finais de semana o povo ainda aparece para almoçar, tomar uma cervejinha e ouvir música, mas tá longe de ser como antes, quando isso aqui lotava de gente pra tomar banho no açude. Agora, só resta rezar para que chova logo", destacou.
Guia turístico Alex Nogueira mostra a
Cachoeira da Umarizeira completamente seca.
Sem chuva para alimentar córregos e riachos,
a queda d’água deixou de existir
(Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Fim da trilha
A falta de chuvas na região Oeste também castiga os que moram mais perto do céu. EmMartins, cidade serrana acostumada a receber visitantes de todos os cantos, a estiagem também trouxe transtornos e preocupação. Quem vive do turismo que o diga. “Nunca que nós pensávamos em sofrer com a seca desse jeito. Está prejudicando meu trabalho”, reclamou o guia turístico Alex Nogueira, de 21 anos.

Alex começou a fazer passeios pelas trilhas da serra de Martins ainda adolescente, quando havia água em abundância descendo pela montanha.

Era tanta água que fez surgir a Cachoeira da Umarizeira. Do alto da serra até a queda d’água, que tem uns três metros de altura, são quase 30 minutos de caminhada. Para chegar lá, é preciso passar por uma área de mata fechada.

A trilha é estreita e requer equilíbrio e bastante esforço físico. “A gente sua bastante no caminho, mas a recompensa é a melhor parte. A água gelada refresca até a alma”, recordou. Contudo, sem a chuva para alimentar os córregos e riachos da região, a queda d’água deixou de existir.
Trilha que leva à Cachoeira da Umarizeira, em Martins, passa por riachos e córregos agora completamente secos (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

"Sem água, quase ninguém se interessa pela cachoeira. Ainda faço passeios para outros lugares. Tem um roteiro histórico, que passa pelo museu da cidade, e tem a Casa de Pedra, um local que tem cavernas que ainda dá pra levar os visitantes. Mas, para a cachoeira, que era o passeio mais procurado, eu nem indico mais”, afirmou.

“Nos tempos bons, eu fazia até quatro trilhas para a cachoeira por dia. Cada passeio custava até R$ 150 por grupo. Agora, não faço nem dois por semana”, revelou Alex.
No Sítio Arrojado, zona rural de Frutuoso Gomes, o agricultor Francisco Cosme da Silva, de 67 anos, luta diariamente para tentar tirar da terra o sustento da família. Com a seca prolongada, a plantação de milho mais uma vez foi perdida (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Comércio da seca
O olhar do agricultor Francisco Cosme da Silva, de 67 anos, deixa evidente a frustração com outra colheita perdida. As espigas de milho estão definhadas, ressecadas e com poucos grãos. Enquanto a chuva não chega, o sol castiga e leva embora a economia de meses. O que resta da aposentadoria, é pouco para continuar. Mas é preciso.

“Sou sertanejo. Não vou desistir. Tenho que seguir em frente”. As palavras, que demonstram a persistência do nordestino, são do ‘Velho Chico’, como o idoso é carinhosamente chamado no Sítio Arrojado. A pequena comunidade fica no município de Frutuoso Gomes, onde a estiagem também não perdoa.

Francisco disse que plantou também sementes de feijão, batata doce e jerimum. “No começo do ano eu me animei. Caiu uma água só da boa e eu corri logo pro roçado. Só que a chuva acabou cedo demais. O que caiu não deu pra nada e eu perdi toda a lavoura. Só está dando capim, que serve de comida para os animais. Mas, se não voltar a chover, vai secar também."
Francisco de Assis Carlos tornou-se comerciante. Ele vende água de porta em porta com um caminhão adaptado para carregar até 2 mil litros (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Mas, também há quem lucre com a falta d’água, como o autônomo Francisco de Assis Carlos, de 40 anos, que mora na área urbana de Frutuoso Gomes. ‘Pau para toda obra’, ele passou a se dedicar exclusivamente ao mercado da seca.

Sobre a carroceria de um velho caminhão, ele adaptou dois reservatórios de mil litros cada e saiu pela cidade vendendo água de porta em porta. “É só ligar que eu vou. Trabalho de domingo a domingo se for preciso. E até agora tem dado certo. Compro os 2 mil litros a R$ 8 em um poço particular e vendo a R$ 40. Faço de seis a oito entregas por dia. Descontando o combustível, fico com R$ 700 livres por mês”, contou.
Água que sai das torneiras da cidade de Almino Afonso vem de poços escavados pelos próprios moradores, e é servida a quem quiser pagar por ela por meio de uma rede encanada independente do sistema da Caern (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Rede paralela
A água que abastece Almino Afonso vem do açude Lauro Maia, localizado no próprio município. Em dezembro do ano passado, já praticamente seco e com a água imprestável, não restou outra coisa para a Companhia de Águas e Esgotos do RN fazer senão suspender o fornecimento à população. E assim foi feito. Contudo, alguns moradores da cidade descobriram que existe bastante água no subsolo e estão se aproveitando disso. Lá, o negócio é vender água encanada. E tem gente se dando bem.


A água não é potável, mesmo assim ainda é melhor ter como lavar roupas, cozinhar e tomar banho do que não ter água nenhuma pra usar"
Comerciante de Almino Afonso,
que pediu para não ser identificado

Pelo menos 12 pessoas acharam água em suas terras e montaram verdadeiras redes de distribuição. O G1 conversou com algumas, e elas garantem que pelos menos 90% das casas e estabelecimentos da cidade aderiram a estas redes independentes.

“A água não é potável, mesmo assim ainda é melhor ter como lavar roupas, cozinhar e tomar banho do que não ter água nenhuma pra usar”, observou um dos proprietários dos poços. Com um copo de vidro, o comerciante fez questão de mostrar que a água é limpa. “Só não dá pra beber porque é um pouco salgada. Mas, querendo beber, pode beber”, emendou.

Com relação aos poços perfurados em cidades em colapso, a Caern informou que os mesmos não integram o sistema da empresa e que, quando a cidade está em colapso, é porque a companhia já esgotou as possibilidades de abastecimento. “Os poços mencionados devem ter baixa vazão, não sendo viável para o abastecimento e possivelmente apresentam água fora dos padrões”, destacou.

Quem não está preocupado se a água é fornecida de forma legal ou irregular é o servidor público estadual Fracinilson Nunes, de 52 anos. “Instalei o sistema para um desses poços faz quatro meses. É melhor do que ir pegar nos chafarizes da prefeitura. Os canos custaram R$ 120. Agora, é só pagar a mensalidade de R$ 50 e aproveitar a água que vem direto para as nossas torneiras”, celebrou.
A paisagem mudou do cinza para o verde, mas os animais mortos às margens das rodovias que cortam o estado ainda deixam o cenário desolador (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Chuvas normais em 2017
O homem do campo pode ficar otimista para 2017? Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), órgão responsável pelas previsões climáticas no estado, a resposta é sim.

Meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot explicou que até o final de 2016 as chuvas continuarão abaixo do normal no litoral. “Em junho, por exemplo, o acumulado foi de 100 milímetros, muito pouco para o período. E isso se repetirá agora em julho, deixando o tempo bastante seco. Já para o interior, cuja seca já está confirmada mesmo, a esperança é mesmo para 2017. O tempo deve começar a melhor ainda em dezembro deste ano, tendo a situação das chuvas normalizada durante todo o ano que vem”, afirmou Bistrot.

O RN possui dois calendários pluviométricos bem distintos. Um deles envolve o litoral Leste, cujo período chuvoso começa em maio e se estende até meados de setembro. Toda a Grande Natalestá nesta área. Já para o semiárido, território que compreende até 97% dos municípios, o período chuvoso é mais curto. Começa ainda no final de dezembro, chega até o início de janeiro e logo é interrompido. Depois, as precipitações voltam no final de fevereiro e seguem até meados de março. É assim todos os anos.

“O problema é quando as chuvas ficam abaixo da média, o que vem acontecendo há cinco anos”, ressalta Mairton França, secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. “Desde que passamos a monitorar as chuvas, há 450 anos, o estado já enfrentou 116 períodos de longas estiagens. Não estamos vivendo a mais longa, mas certamente é a mais severa.”

Municípios em situação de emergência
Acari, Assu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto dos Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúnas, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Brejinho, Boa Saúde, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçanã, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lagoa D’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte das Gameleiras, Monte Alegre, Mossoró, Macau, Nova Cruz, Olho D’Água do Borges, Ouro Branco, Passagem, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pedro Velho, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Serra Caiada, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Mipibu, São José do Campestre, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

Municípios em colapso
Almino Afonso, Antônio Martins, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, João Dias, Luiz Gomes, Marcelino Vieira, Martins, Paraná, Pilões, Rafael Fernandes, São Miguel, Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias.

Municípios em rodízio
Já os municípios que enfrentam racionamento e estão em rodízio são: Acari, Afonso Bezerra, Água Nova, Alto do Rodrigues, Angicos, Assu, Barcelona, Bodó, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo grande, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Fernando Pedrosa, Florânia, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itaú, Janduís, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, José da Penha, Jucurutu, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lajes, Lucrécia, Macau, Messias Targino, Olho D’água do Borges, Ouro Branco, Paraú, Parelhas, Passagem, Pedro Avelino, Pendências, Portalegre, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Laurentino, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Venha-Ver e Viçosa.
G1RN

segunda-feira, 18 de julho de 2016

CURRAIS NOVOS RECEBE WORKSHOP “COMO FAZER FILMES DE 1 MINUTO” NESTA SEXTA (22)



O evento integra a 7º edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa. A atividade é gratuita e aberta a população.

Acontece nesta sexta-feira (22), no Campus do IFRN – Currais Novos, o Workshop "Como Fazer filme de 1 minuto", ministrado pelo produtor e realizador, Rômulo Sckaff. O evento faz parte da programação da 7ª edição do FINC - Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa, que esse ano promove atividades de formação com foco no interior do Rio Grande do Norte. Currais Novos é a segunda cidade a receber o projeto em 2016.

O Workshop será realizado das 12h as 18h, na sede do IFRN na cidade. Para participar, os interessados devem comparecer ao evento no horário e realizar uma breve inscrição na hora. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. Não precisa ter experiências anteriores com audiovisual. Será apresentado princípios de como produzir vídeos de curta duração, além de possibilitar espaço para discussão sobre o audiovisual produzido na região. Romulo Sckaff, ministrante do evento é diretor-geral do FINC e diretor da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio Grande do Norte - ABDeC/RN. O Workshop "Como Fazer filme de 1 minuto também será desenvolvido em outras cidades potiguares como Nova Cruz e Canguaretama.

SOBRE O FINC

O FINC existe desde 2010 e é realizado na paradisíaca praia de Baía Formosa, uma das mais belas do litoral norte-riograndense. Desde a primeira edição, são valorizadas as produções locais. O destaque desse ano deve ser, mais uma vez, o concurso de curtas-metragens com duração máxima de 1 minuto, que terá como tema “Sou Brasileiro”. O vencedor terá seu filme exibido no Festival Off Plus Camera (http://www.offcamera.pl/), um dos maiores festivais de cinema independente da Europa. O vencedor (a) vai ganhar passagem e hospedagem durante o evento, sediado na Cracóvia (Polônia). Além disso, terá direito a um city tour pela cidade.
O edital com o regulamento completo do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa e as datas para envio de vídeos será divulgado até o início de agosto. Na edição desse ano, será oferecido um espaço para mostra de curtas potiguares, onde os profissionais da área poderão participar. Também será destinado um espaço para os curtas produzidos exclusivamente por alunos do IFRN, com direito a premiação especifica.
Esse ano, o evento acontece no mês de novembro. Outros detalhes sobre o FINC podem ser conferidos no site: http://fincbf.com/
Serviço:
O quê? Workshop "Como Fazer filmes de 1 minuto"
Local: IFRN – Campus Currais Novos
Quando? 22 de julho (sexta-feira) das 12h as 17h
Entrada Gratuita

Deputado gera revolta ao falar sobre o Nordeste: "o nível educacional é mais baixo, é um povo mais sofrido e mais fácil de corromper"


Um fato deplorável marcou a edição do “Mariana Godoy Entrevista” da última sexta (15). O deputado aliado do Governo Interino Fausto Pinato (PP) fez declarações xenófobas e preconceituosas contra o norte e nordeste. “Não são só os políticos que tem que parar com a corrupção. Muitas vezes os eleitores levam os políticos a praticar corrupção, ele vendem o voto, é uma questão cultural do brasileiro, principalmente do norte e nordeste”, disse o paulista, fazendo cara de nojo ao pronunciar o nome das regiões.

Mariana Godoy rebateu o político dizendo que ele será acusado de racismo, e ele tentou concertar se fazendo de boa praça. “Não é isso, o nível educacional é mais baixo, é um povo mais sofrido e mais fácil de corromper”.

Por esse motivo, ele foi detonado nas redes sociais. O político Ciro Gomes, conhecido por não ter papas na língua, comentou com sua conta oficial em uma das páginas que postaram o vídeo. “ Um filho da p*** destes , despreparado e corrupto botar defeito no povo que tem todas as suas dificuldades, mas antes de tudo é vítima de calhordas desta laia!”. No Twitter, diversos internautas ficaram chocados e com revolta diante das declarações do deputado. - Tenente Laurentino Agora

sábado, 16 de julho de 2016

Polícia Federal prende acusados de fraude contra o INSS no município de Angicos




A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14/7), em Angicos, na Região Central Potiguar, a Operação La Gitana*, visando investigar fraudes cometidas na concessão de benefícios previdenciários. A operação é resultado da Força Tarefa Previdenciária composta pela PF e a Representação da Assessoria de Pesquisa Estratégica de Gerenciamento de Risco (REAPE/RN)


Três pessoas foram presas em flagrante suspeitas de estelionato e formação de quadrilha: um ambulante, paraibano, 26 anos; um auxiliar de cozinha, 46 anos e uma dona de casa, 65 anos, ambos potiguares. Há dias, os acusados haviam dado entrada em requerimentos distintos utilizando-se de documentos que, após analisados pelos funcionários do INSS, levantou-se fortes indícios de que poderiam ser falsificados devido, principalmente, ao fato de que todos haviam sido expedidos com data recente e apresentavam o mesmo endereço residencial, dentre outras irregularidades.


Acionada, a PF deslocou uma equipe até Angicos e deu voz de prisão ao três suspeitos no interior da agência do INSS, no exato momento em que eles tentavam receber, indevidamente, os benefícios assistenciais da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), que ampara pessoas idosas ou deficientes.


Os acusados receberam voz de prisão e foram conduzidos para a superintendência da PF em Natal. Após autuação, o trio permanece custodiado, à disposição da Justiça. A PF informa, ainda, que as investigações serão sequenciadas visando apurar se existem outras pessoas envolvidas neste tipo de modalidade criminosa naquela região. (*) O nome da operação, traduzido para o espanhol, refere-se ao fato de que a principal acusada é de origem cigana.

Lei aprovada pela Câmara prevê acesso à internet Wi-Fi para alunos das escolas municipais de Natal




A Câmara Municipal de Natal (CMN) aprovou, na última sessão plenária antes do recesso, o Projeto de Lei de autoria do vereador Ubaldo Fernandes (PMDB) que determina a instalação de internet com rede Wi-Fi nas escolas públicas municipais. A proposta agora segue para a sanção do prefeito Carlos Eduardo (PDT).


De acordo com a proposta, o sistema deverá ser gratuito e de livre acesso para os alunos matriculados na unidade de ensino correspondente, de uso exclusivo para acesso a notícias do cotidiano, buscas e pesquisas escolares, informações científicas e demais conteúdos que a escola entender como importante para o processo de aprendizado. O sinal disponibilizado poderá ser acessado por meio de celular, smartphone, laptop, tablet, notebook e demais aparelhos que possuam dispositivos compatíveis com o padrão de conexão Wi-Fi.


O Projeto de Lei determina que as escolas deverão adotar regulamento interno disciplinando os horários de acesso e ambientes com o sistema de internet sem fio “Wi-Fi” bem como filtros para impedir acesso a conteúdos impróprios e inadequados, bloqueando sítios de pornografia, apologia a crime ou materiais ilícitos, violência, dentre outros.


A Lei proposta por Ubaldo prevê ainda que a escola deverá promover o cadastro prévio dos alunos por meio da matrícula, para viabilizar a conexão ao sistema de forma que o corpo educacional possa acompanhar os acessos dos alunos. Caberá ao Poder Executivo a regulamentação da Lei no prazo de 60 dias após ela entrar em vigor. “Essa iniciativa é importante, para a utilização dos avanços tecnológicos também no aprendizado das nossas crianças”, ressaltou Ubaldo Fernandes. - Tenente Laurentino Agora